Vídeo: policial se emociona em velório da cadela Catrina, primeira na PCPI: 'como uma filha pra mim'
30/09/2026
(Foto: Reprodução) Policial se emociona em funeral da cadela Catrina, primeira na PCPI
Morreu na madrugada desta quarta-feira (30), a cadela K9 Catarina, que integrava o Núcleo de Operações com Cães (NOC) da Polícia Civil do Piauí. A causa da morte não foi informada. Adriana Sousa, policial civil e operadora da K9 Catrina, se emocionou durante o velório e chorou ao falar da companheira de trabalho e de vida: "uma filha pra mim".
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🦮Entenda: A denominação "K9" faz referência ao termo em inglês "canine"/"k-nine" para se referir a um cão policial, adestrado e treinado para atuar junto às forças de segurança.
A K9 Catrina, que faleceu na madrugada desta quarta-feira (30), era uma cadela policial integrante da Polícia Civil do Estado do Piauí (PC-PI). Ela tinha seis anos e atuava junto ao Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). O departamento realizou velório, que teve grande presença de policiais, fará um cortejo fúnebre e ela será cremada.
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O departamento realizou velório, que teve grande presença de policiais, fará um cortejo fúnebre e Catrina será cremada.
Sthefany Prado/g1
Catrina chegou com 1 ano, de Goiás, para a Polícia Civil, e foi a primeira cão policial da corporação. Nos primeiros anos de trabalho, ela morou com a policial Adriana e conviveu com a família, porque inicialmente não havia local adequado para ela. Foi Adriana quem iniciou o trabalho com cães na Polícia Civil do Piauí.
"Nos primeiros anos ela permaneceu na minha casa, dentro da minha casa, junto com as minhas filhas. E depois ela foi ter o canil dela próprio, ter o espaço dela próprio", disse.
Policial se emociona em funeral da cadela Catrina, primeira na PCPI: 'como uma filha pra mim'
Sthefany Prado/g1
Ela disse que a convivência e a personalidade da "K9" a fizeram passar a ver Catrina como parte da família.
"Ela era muito divertida, não só fazendo esse trabalho policial, mas também fazendo o trabalho social, indo em escolas, palestras, fazendo essa divulgação juntamente com o restante da equipe da delegacia, fazendo esse trabalho de divulgação. E ela era muito sociável, ela ficava junto com as pessoas, as pessoas botavam a mão, passavam a mão, abraçavam e ela gostava muito desse carinho. Catrina era como se fosse uma filha para mim", disse.
Adriana contou que a atuação da companheira, treinada para o farejo de drogas, foi fundamental em muitas abordagens policiais, sendo decisiva na busca por entorpecentes.
"Cada vez mais ela criava mais maturidade, mais experiência e também admiração dos policiais e até das pessoas que eram presas, porque eles tinham certeza que não tinha nada, que [a polícia] não ia encontrar, mas a Catrina chega lá e encontrava. Muitas vezes os meninos da investigação, os policiais diziam assim: 'ou tu fala ou a gente chama a Catrina. Diz logo onde está a droga, senão a gente vai chamar a Catrina'. E aí quando diziam 'chama a Catrina', eles já diziam onde estava a droga, porque a Catrina parecia muito na televisão", lembrou a policial.
Contribuição à segurança
Conforme o coordenador do Denarc, o delegado Samuel Silveira, a localização de mais de 220 armas é um dos marcos na atuação de Catrina, haja vista que uma arma de fogo em média chega a ser utilizada em até 6 homicídios.
"Então, imaginem quantas vidas não foram salvas a partir do trabalho da Catrina. O volume de drogas foram 4 toneladas e meia. Um trabalho árduo feito por pessoas, mas direcionado pela perspicácia da Catrina", disse.
Ao longo dos anos de trabalho, ela participou de mais de 2.600 buscas policiais, segundo o delegado.
Prédio levará o nome de Catrina
Segundo o delegado Matheus Zanatta, titular da Superintendência de Operações Integradas (SOI), o prédio próprio do NOC será inaugurado em 2027 e levará o nome de Catrina.
Segundo ele, a construção do prédio é reflexo da importância do trabalho da cadela, que ele chamou "primogênita" na atuação com a PCPI.
Ele informou ainda que vão adquirir dois novos cães no Rio de Janeiro, um para atuar em Canto do Buriti e outro para Floriano.
Homenagens
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) realiza nesta quarta um cortejo fúnebre em homenagem a Catrina, com saída do Denarc, na Zona Sudeste de Teresina, até um cemitério voltado para animais, na Zona Sul.
O cortejo passará ainda em frente aos canis da Polícia Militar do Piauí, do NOC/FEISP e da Guarda Municipal, onde serão prestadas as últimas homenagens à cadela.
De acordo com a SSP-PI, Catrina desempenhou um importante papel nas atividades policiais realizadas no Piauí.
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